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sexta-feira, 16 de junho de 2017

INJÚRIA, PERDÃO E CARIDADE

               Conta-se que um certo senhor sempre mostrava uma grande benevolência com pessoas de condição social inferior, e procurava sempre contentar a todos. Aconteceu que, tendo ele caído no desagrado do rei, todos procuraram exerceu sua influência com o fim de obter sua libertação; mostrando aqueles a cuja guarda ele estava confiado, grande indulgência  na sua vigilância, e expondo os outros grande do reino ao rei as suas virtudes. Tantos esforços empregaram que o monarca lhe perdoou a falta cometida. 
               Um homem justo, tendo conhecimento destas circunstâncias disse: 
               - "Vendei até mesmo os vossos bens patrimoniais para cativar os corações dos vossos amigos.  Para alimentar o fogo daquele que vos quer bem, não hesites  em queimar a vossa mobília. Fazei o bem até mesmo aos maus; pois a melhor forma de tapar a  boca do cão é com comida. 
               Um dos filhos de Harum-al-Rchid , em um acesso de cólera, foi comunicar ao pai que o filho de um determinado oficial tinha falado mal de sua mãe. Harum perguntou aos seus ministros qual seria o justo castigo para tal ofensa. Um deles sugeriu que o ofensor fosse condenado á morte; outro  disse que lhe devia ser cortada a língua; e outro ainda conselhou que fosse multado e banido do reino. 
               Harun disse: 
               - Meu filho, a caridade exige que tu lhe perdoes; mas se não tem capacidade para fazê-lo,  da mesma forma injúria tu também a sua mãe, mas não tanto que excedas  os limites da vingança legítima, pois que nesse caso poderia a responsabilidade da afronta nos ser imputada.
               Na opinião dos sábios não é um homem corajoso aquele que combate com um elefante enfurecido; mas é um verdadeiro homem aquele que, mesmo num acesso de raiva, não profere palavras vãs. Um homem mail intencionado insultou um outro que recebeu  a afronta dizendo: 
               - "Eu sou ainda pior do que dizes, pois conheço os meus próprios defeitos, melhor do que tu podes descobri-los." 
                Havia dois irmãos, um dos quais estava ao serviço do rei, e outro que vivia parcamente à custa do seu próprio trabalho. Numa ocasião o irmão rico dise ao irmão pobre: 
                - Porque não entras tu também para o serviço do rei aliviando assim o peso de seu trabalho?  
                O outro replicou perguntando: 
                - Porque razão tu não trabalhas para te eximires da baixeza da servidão? Os sábios sempre dizem que é preferível comer o próprio pão e estar comodamente sentado do que usar um cinto de ouro estando em pé em serviço; fazer uso das mãos para moer o cal virgem em um almofariz do que colocá-lo sobre o peito em homenagem ao Emir. 
               Gastamos muito tempo da vida nestas preocupações: 
               - O que comerei eu no verão? 
               - Como deverei vestir-me no inverno?
               " O estômago se satisfaz com um pedaço de pão para que o homem não seja forçado a curvar-se na servidão". 
               Alguém trouxe a Nuchirvan, o justo, a boa nova de que o deus de toda a majestade e glória, tinha levado para o mundo da verdade um homem que era seu inimigo. 
               Nuchirvan perguntou: 
               - Acaso ouviste dizer que de algum modo ele poupará a minha vida? A morte de meu inimigo não é para mim motivo de alegria, visto que a minha vida também não é eterna. 

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