Conta-se que um certo senhor sempre mostrava uma grande benevolência com pessoas de condição social inferior, e procurava sempre contentar a todos. Aconteceu que, tendo ele caído no desagrado do rei, todos procuraram exerceu sua influência com o fim de obter sua libertação; mostrando aqueles a cuja guarda ele estava confiado, grande indulgência na sua vigilância, e expondo os outros grande do reino ao rei as suas virtudes. Tantos esforços empregaram que o monarca lhe perdoou a falta cometida.
Um homem justo, tendo conhecimento destas circunstâncias disse:
- "Vendei até mesmo os vossos bens patrimoniais para cativar os corações dos vossos amigos. Para alimentar o fogo daquele que vos quer bem, não hesites em queimar a vossa mobília. Fazei o bem até mesmo aos maus; pois a melhor forma de tapar a boca do cão é com comida.
Um dos filhos de Harum-al-Rchid , em um acesso de cólera, foi comunicar ao pai que o filho de um determinado oficial tinha falado mal de sua mãe. Harum perguntou aos seus ministros qual seria o justo castigo para tal ofensa. Um deles sugeriu que o ofensor fosse condenado á morte; outro disse que lhe devia ser cortada a língua; e outro ainda conselhou que fosse multado e banido do reino.
Harun disse:
- Meu filho, a caridade exige que tu lhe perdoes; mas se não tem capacidade para fazê-lo, da mesma forma injúria tu também a sua mãe, mas não tanto que excedas os limites da vingança legítima, pois que nesse caso poderia a responsabilidade da afronta nos ser imputada.
Na opinião dos sábios não é um homem corajoso aquele que combate com um elefante enfurecido; mas é um verdadeiro homem aquele que, mesmo num acesso de raiva, não profere palavras vãs. Um homem mail intencionado insultou um outro que recebeu a afronta dizendo:
- "Eu sou ainda pior do que dizes, pois conheço os meus próprios defeitos, melhor do que tu podes descobri-los."
Havia dois irmãos, um dos quais estava ao serviço do rei, e outro que vivia parcamente à custa do seu próprio trabalho. Numa ocasião o irmão rico dise ao irmão pobre:
- Porque não entras tu também para o serviço do rei aliviando assim o peso de seu trabalho?
O outro replicou perguntando:
- Porque razão tu não trabalhas para te eximires da baixeza da servidão? Os sábios sempre dizem que é preferível comer o próprio pão e estar comodamente sentado do que usar um cinto de ouro estando em pé em serviço; fazer uso das mãos para moer o cal virgem em um almofariz do que colocá-lo sobre o peito em homenagem ao Emir.
Gastamos muito tempo da vida nestas preocupações:
- O que comerei eu no verão?
- Como deverei vestir-me no inverno?
" O estômago se satisfaz com um pedaço de pão para que o homem não seja forçado a curvar-se na servidão".
Alguém trouxe a Nuchirvan, o justo, a boa nova de que o deus de toda a majestade e glória, tinha levado para o mundo da verdade um homem que era seu inimigo.
Nuchirvan perguntou:
- Acaso ouviste dizer que de algum modo ele poupará a minha vida? A morte de meu inimigo não é para mim motivo de alegria, visto que a minha vida também não é eterna.
A HISTÓRIA DE ROMA E O RAPTO DAS SABINAS.
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* Para melhor entender o rapto das sabinas vamos relembrar
um pouco da história de Roma; como se deu o aparecimento de Rômulo e Remo. *
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