Um rapaz sensato que tinha feito progressos consideráveis em instruções morais, era ao mesmo tempo tão discreto que quando se encontrava diante de homens instruídos, nuca proferia palavra. Uma vez disse-lhe seu pai:
- Meu filho, porque não dizes tu também alguma coisa do que sabes?
O filho respondeu:
- Receio que me interroguem sobre qualquer coisa acerca da qual eu seja ignorante, e que por isso tenha de que me envergonhar. Não ouviste falar de um Sufi que estava pregando uns pregos nas suas sandálias quando um oficial, puxando-lhe a manga, lhe disse:
- Pode vir ferrar o meu cavalo?
Enquanto estamos silenciosos ninguém se intromete conosco; mas, quando falamos, devemos ter prontas as respostas a dar.
Certo poeta foi procurar o chefe de ma quadrilha de ladões e recitou-lhe versos em que tecia seu elogio. O chefe ordenou que o poeta fosse despojado do seu vestuário e expulso da aldeia. Como os cães lhe atacassem e lhe fossem no encalço, quis apanhar algumas pedras, mas estas estavam fortemente enterradas no chão. Nesta aflição disse o poeta:
- Que homens vis são estes que soltam os cães e prendem as pedras!
O chefe, ouvindo isso de uma janela, riu-se e disse:
Hó! homem sábio, conceder-te-hei uma graça que me peças.
O outro respondeu:
- Desejo ter meu fato, se te dignas conceder-me.
Um homem alguma coisa pode esperar daqueles que são virtuosos. Eu nada espero da ta virtude, se te peço que não me faças mal. Já me satisfaz a tua benevolência, se me permites partir.
O chefe dos ladrões teve compaixão dele, ordenou que lhe restituíssem o vestuário, e juntou-lhe um manto arminho e também alguns direms.
A HISTÓRIA DE ROMA E O RAPTO DAS SABINAS.
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* Para melhor entender o rapto das sabinas vamos relembrar
um pouco da história de Roma; como se deu o aparecimento de Rômulo e Remo. *
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